Em 2014 foram realizadas 92 mil cirurgias cardíacas no Brasil, e a mortalidade em pessoas submetidas ao procedimento foi de 7%, a maioria por complicações no pós-operatório. Cirurgia cardíaca é toda cirurgia realizada no coração ou na artéria aorta, dentre elas estão as de revascularização do miocárdio, as valvuloplastias, os implantes de marca-passo, as correções de cardiopatias congênitas e de doenças da aorta e os transplantes de coração.

A fisioterapia tem um papel nobre tanto no pré quanto no pós-operatório, objetivando prevenir e tratar as complicações decorrentes do procedimento cirúrgico. Apresar de muitas vezes o fisioterapeuta não estar presente no período pré-operatório, sua atuação neste período busca reduzir os riscos de complicações pulmonares e acelerar o processo de recuperação no pós-operatório.

No PO, o objetivo principal é restaurar a função pulmonar, através de recursos que revertam os quadros de colapso alveolar, acúmulo de secreção, diminuição da ventilação pulmonar, imobilidade e restrição ao leito, através de recursos manuais, equipamentos terapêuticos e mobilizações.